sábado, 28 de agosto de 2010

Os Viajantes e a Bolsa de Moedas


Dois homens viajavam juntos ao longo de uma estrada, quando um deles encontrou uma bolsa cheia de alguma coisa. E ele disse: "Veja que sorte a minha, encontrei uma bolsa, e a julgar pelo peso, deve estar cheia de moedas de ouro."

E lhe diz o companheiro: "Não diga encontrei uma bolsa; mas, nós encontramos uma bolsa, e quanta sorte temos. Amigos de viagem devem compartilhar as tristezas e alegrias da estrada."

O "sortudo", claro, se nega a dividir o achado. Então escutam gritos de: "Pega ladrão!", vindo de um grupo de homens armados com porretes, que se dirigem, estrada abaixo, na direção deles. O viajante "sortudo", logo entra em pânico, e diz. "Estamos perdidos se encontrarem essa bolsa conosco."

Replica o outro: "Você não disse 'nós' antes. Assim, agora fique com o que é seu e diga, 'Eu estou perdido'."
Autor: Esopo

Moral da História:
Não devemos exigir que alguém compartilhe conosco as desventuras, quando não lhes compartilhamos também as nossas alegrias.

As Formigas e o Gafanhoto


Num brilhante dia de outono, uma família de formigas se apressava para aproveitar o calor do sol, colocando para secar, todos os grãos que haviam coletado durante o verão. Então um Gafanhoto faminto se aproximou delas, com um violino debaixo do braço, e humildemente veio pedir um pouco de comida.

As formigas perguntaram surpresas: “Como? Então você não estocou nada para passar o inverno? O que afinal de contas você esteve fazendo durante o último verão?”

E respondeu o Gafanhoto: “Não tive tempo para coletar e guardar nenhuma comida, eu estava tão ocupado fazendo e tocando minhas músicas, que sequer percebi que o verão chegava ao fim.”

As Formigas encolheram seus ombros indiferentes, e disseram: “Fazendo música, todo tempo você esteve? Muito bem, agora é chegada a hora de você dançar!”
E dando às costas para o Gafanhoto continuaram a realizar o seu trabalho.
Autor: Esopo
Moral da História:
Há sempre um tempo para o trabalho, e um tempo para a diversão.

Os Dois Viajantes e o Urso


Dois homens viajavam juntos através de uma floresta, quando, de repente, um enorme urso surgiu do meio de um moita, à frente deles.

Um dos viajantes, pensando em sua própria segurança, correu e subiu numa árvore.

O outro, incapaz de enfrentar aquela enorme fera sozinho, deitou-se no chão e permaneceu imóvel, fingindo-se de morto. Ele já escutara que um Urso não toca em corpos de mortos.

Isso pareceu ser verdadeiro, pois o Urso se aproximou dele, cheirou sua cabeça de cima para baixo, e então, aparentemente satisfeito e convencido que ele estava morto, foi embora tranquilamente.

O homem que estava em cima árvore então desceu. Feito isso, ele perguntou:

“Me pareceu que o Urso sussurrou alguma coisa em seu ouvido. O que ele lhe disse?”

“Ele disse,” respondeu o outro, “que não é nada sábio e sensato de minha parte andar na companhia de um amigo que me deixa na mão em um momento de aflição”. xxxx

Autor: Esopo
Moral da História:
“A crise é o melhor momento para nos revelar quem são os verdadeiros amigos.”

A Águia e a Gralha


Uma Águia, saindo do seu ninho no alto de um penhasco, capturou uma ovelha e a levou presa às suas fortes garras. Uma Gralha, que testemunhara a tudo, tomada de inveja, decidiu que poderia fazer a mesma coisa.

Ela então voou para alto e tomou impulso, e com grande velocidade, atirou-se sobre uma ovelha, com a intenção de também carregá-la presa às suas garras.

Ocorre que estas acabaram por ficar embaraçadas no espesso manto de lã da Ovelha, e isso a impediu inclusive de soltar-se, embora o tentasse com todas as suas forças.

O Pastor das ovelhas, vendo o que estava acontecendo, capturou-a. Feito isso, cortou suas penas, de modo que não pudesse mais voar. À noite a levou para casa, e entregou como brinquedo para seus filhos.

"Que pássaro engraçado é esse?", perguntou um deles.

"Ele é uma Gralha meus filhos. Mas se você lhe perguntar, ele dirá que é uma Águia."
Autor: Esopo
Moral da História:
Não devemos permitir que a ambição nos conduza para além dos nossos limite

A Formiga e a Pomba


Uma Formiga foi à margem do rio para beber água, e sendo arrastada pela forte correnteza, estava prestes a se afogar.

Uma Pomba, que estava numa árvore sobre a água observando a tudo, arranca uma folha e a deixa cair na correnteza perto da mesma. Subindo na folha a Formiga flutua em segurança até a margem.

Eis que pouco tempo depois, um caçador de pássaros, oculto pelas folhas da árvore, se prepara para capturar a Pomba, colocando visgo no galho onde ela repousa, sem que a mesma perceba o perigo.

A Formiga, percebendo sua intenção, dá-lhe uma ferroada no pé. Do susto, ele deixa cair sua armadilha de visgo, e isso dá chance para que a Pomba desperte e voe para longe, a salvo.
Autor: Esopo

Moral da História:
Nenhum ato de boa vontade ou gentileza é coisa em vão

A Galinha e os Ovos de Ouro


Um camponês e sua esposa possuiam uma galinha, que todo dia sem falta, botava um ovo de ouro.

Supondo que dentro dela deveria haver uma grande quantidade de ouro, eles então a sacrificam, para enfim pegar tudo de uma só vez.

Então, para surpresa dos dois, viram que a ave, em nada era diferente das outras galinhas.

Assim, o casal de tolos, desejando enriquecer de uma só vez, acabam por perder o ganho diário que já tinham assegurado.


Autor: Esopo

Moral da História:
Quem tudo quer, tudo perde.

A Lebre e a Tartaruga


Um dia, uma Lebre ridicularizou as pernas curtas e a lentidão da Tartaruga. A Tartaruga sorriu e disse: "Pensa você ser rápida como o vento; Mas Eu a venceria numa corrida."

A Lebre claro, considerou sua afirmação algo impossível, e aceitou o desafio. Convidaram então a Raposa, para servir de juiz, escolher o trajeto e o ponto de chegada.

E no dia marcado, do ponto inicial, partiram juntos. A Tartaruga, com seu passo lento, mas firme, determinada, em momento algum, parou de caminhar.

Mas a Lebre, confiante de sua velocidade, despreocupada com a corrida, deitou à margem da estrada para um rápido cochilo. Ao despertar, embora corresse o mais rápido que pudesse, não mais conseguiu alcançar a Tartaruga, que já cruzara a linha de chegada, e agora descansava tranqüila num canto.

Autor: Esopo
Moral da História:
Ao trabalhador que realiza seu trabalho com zelo e persistência, sempre o êxito o espera.