sábado, 28 de agosto de 2010

O Senhor Palha


(DEUSA DA FORTUNA)



Era uma vez, há muitos e muitos anos, é claro, porque as melhores histórias passam-se sempre há muitos e muitos anos, um homem chamado Senhor Palha. Ele não tinha casa, nem mulher, nem filhos. Para dizer a verdade, só tinha a roupa do corpo. Ora o Senhor Palha não tinha sorte. Era tão pobre que mal tinha para comer e era magrinho como um fiapo de palha. Era por esse motivo que as pessoas lhe chamavam Senhor Palha.

Todos os dias o Senhor Palha ia ao templo pedir à Deusa da Fortuna que melhorasse a sua sorte, mas nada acontecia. Até que um dia, ele ouviu uma voz sussurrar:

— A primeira coisa em que tocares quando saíres do templo há-de trazer-te uma grande fortuna.

O Senhor Palha apanhou um susto. Esfregou os olhos, olhou em volta, mas viu que estava bem acordado e que o templo estava vazio. Mesmo assim, saiu a pensar: “Terei sonhado ou foi a Deusa da Fortuna que falou comigo?” Na dúvida, correu para fora do templo, ao encontro da sorte. Mas, na pressa, o pobre Senhor Palha tropeçou nos degraus e foi rolando aos trambolhões até o final da escada, onde caiu por terra. Ao levantar-se, ajeitou as roupas e percebeu que tinha alguma coisa na mão. Era um fio de palha.

“Bom”, pensou ele, “uma palha não vale nada, mas, se a Deusa da Fortuna quis que eu o apanhasse, é melhor guardá-lo.”

E lá foi ele, com a palha na mão.

Pouco depois, apareceu uma libélula zumbindo em volta da cabeça dele. Tentou afastá-la, mas não adiantou. A libélula zumbia loucamente ao redor da cabeça dele. “Muito bem”, pensou ele. “Se não queres ir embora, fica comigo.” Apanhou a libélula e amarrou-lhe o fio de palha à cauda. Ficou a parecer um pequeno papagaio (de papel), e ele continuou a descer a rua com a libélula presa à palha. Encontrou a seguir uma florista, que ia a caminho do mercado com o filho pequenino, para vender as suas flores. Vinham de muito longe. O menino estava cansado, coberto de suor, e a poeira fazia-o chorar. Mas quando viu a libélula a zumbir amarrada ao fio de palha, o seu pequeno rosto animou-se.

— Mãe, dás-me uma libélula? — pediu. — Por favor!

“Bem”, pensou o Senhor Palha, “a Deusa da Fortuna disse-me que a palha traria sorte. Mas este garotinho está tão cansado, tão suado, que pode ficar mais feliz com um pequeno presente.” E deu ao menino a libélula presa à palha.

— É muita bondade sua — disse a florista. — Não tenho nada para lhe dar em troca além de uma rosa. Aceita?

O Senhor Palha agradeceu e continuou o seu caminho, levando a rosa. Andou mais um pouco e viu um jovem sentado num tronco de árvore, segurando a cabeça entre as mãos. Parecia tão infeliz que o Senhor Palha lhe perguntou o que havia acontecido.

— Hoje à noite, vou pedir a minha namorada em casamento — queixou-se o rapaz. — Mas sou tão pobre que não tenho nada para lhe oferecer.

— Bem, eu também sou pobre — disse o Senhor Palha. — Não tenho nada de valor, mas se quiser dar-lhe esta rosa, é sua.

O rosto do rapaz abriu-se num sorriso ao ver a esplêndida rosa.

— Fique com estas três laranjas, por favor — disse o jovem. — É só o que posso dar-lhe em troca.

O Senhor Palha continuou a andar, levando três suculentas laranjas. Em seguida, encontrou um vendedor ambulante puxando uma pequena carroça.

— Pode ajudar-me? — disse o vendedor ambulante, exausto. — Tenho puxado esta carroça durante todo o dia e estou com tanta sede que acho que vou desmaiar. Preciso de um gole de água.

— Acho que não há nenhum poço por aqui — disse o Senhor Palha. — Mas, se quiser, pode chupar estas três laranjas.

O vendedor ambulante ficou tão grato que pegou num rolo da mais fina seda que havia na carroça e deu-o ao Senhor Palha, dizendo:

— O senhor é muito bondoso. Por favor, aceite esta seda em troca.

E, uma vez mais, o Senhor Palha continuou o seu caminho, com o rolo de seda debaixo do braço.

Não tinha dado dez passos quando viu passar uma princesa numa carruagem. Tinha um olhar preocupado, mas a sua expressão alegrou-se ao ver o Senhor Palha.

— Onde arranjou essa seda? — gritou ela. — É justamente aquilo de que estou à procura. Hoje é o aniversário de meu pai e quero dar-lhe um quimono real.

— Bem, já que é aniversário dele, tenho prazer em oferecer-lhe a seda — disse o Senhor Palha.

A princesa mal podia acreditar em tamanha sorte.

— O senhor é muito generoso — disse sorrindo. — Por favor, aceite esta jóia em troca.

A carruagem afastou-se, deixando o Senhor Palha com uma jóia de inestimável valor refulgindo à luz do sol.

“Muito bem”, pensou ele, “comecei com um fio de palha que não valia nada e agora tenho uma jóia. Sinto-me contente.”

Levou a jóia ao mercado, vendeu-a e, com o dinheiro, comprou uma plantação de arroz. Trabalhou muito, arou, semeou, colheu, e a cada ano a plantação produzia mais arroz. Em pouco tempo, o Senhor Palha ficou rico.

Mas a riqueza não o modificou. Oferecia sempre arroz aos que tinham fome e ajudava todos os que o procuravam. Diziam que sua sorte tinha começado com um fio de palha, mas quem sabe se não terá sido com a sua generosidade?



Conto Japonês. Fonte: O Livro das Virtudes II – O Compasso Moral de William J. Bennett , Editora Nova Fronteira.

O Náufrago


O único sobrevivente de um Naufrágio foi para uma ilha desabitada, fora de qualquer rota de navegação. Ele orava fervorosamente pedindo a Deus para ser resgatado, mas os dias passavam e nenhum socorro vinha.

Mesmo cansado, ele construiu um pequeno abrigo de madeira. Um dia saiu em busca de alimento, quando voltou, encontrou seu abrigo em chamas, todo queimado.

Desesperado, chorava: Perdi tudo! Deus, por que fizeste isso comigo. Chorou tanto que adormeceu. No dia seguinte bem cedinho, foi despertado pelo som do navio que se aproximava.

- Venha! - dizia o comandante do navio, Viemos lhe buscar.

- Mas como vocês souberam que eu estava aqui?.

- Vimos o sinal de fumaça que você fez!

O Testamento de Nasrudin


Um vizinho muito velho e rico de Nasrudin morreu. Como não havia deixado testamento, os filhos acabaram brigando pela divisão dos bens, sem chegar a nenhuma solução. Procuraram Nasrudin e pediram-lhe ajuda. Depois de ouvir tudo e ler a relação de riquezas que o morto deixara, Nasrudin pensa, pega um papel e escreve algo.

- Eis a minha solução.

Um dos herdeiros lê:

- Eu Nasrudin Hodja declaro ser pobre e não ter coisa alguma. Por isso, deixo, ao morrer, para os meus filhos tudo que tenho em igual parte. O que sobrar, deve ser distribuído entre os pobres.

- Como isso pode resolver nosso problema? Mas o que é isso???

- Meu testamento. Eu estou um pouco velho, posso morrer a qualquer momento e não quero que meus filhos briguem como vocês estão brigando...

ASSIM SURGIU A FESTA DE SÃO JOÃO


Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se.

Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria João Batista.

Nossa Senhora, então, perguntou-lhe:

- Como poderei saber do nascimento do garoto?

- Acenderei uma fogueira bem grande; assim você de longe poderá vê-la e saberá que Joãozinho nasceu. Mandarei, também, erguer um mastro, com uma boneca sobre ele.

Santa Isabel cumpriu a promessa.

Um dia, Nossa Senhora viu, ao longe, uma fumacinha e depois umas chamas bem vermelhas. Dirigiu-se para a casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia vinte e quatro de junho.

Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, e fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, balões, danças, etc…

E, por falar nisso, também gostaria de contar porque existem essas bombas para alegrar os festejos de São João.

Pois bem, antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste, porque não tinha um filhinho para brincar.

Certa vez, apareceu-lhe um anjo de asas coloridas, todo iluminado por uma luz misteriosa e anunciou que Zacarias ia ser pai.

A sua alegria foi tão grande que Zacarias perdeu a voz, emudeceu até o filho nascer.

No dia do nascimento, mostraram-lhe o menino e perguntaram como desejava que se chamasse.

Zacarias fez grande esforço e, por fim, conseguiu dizer:

- João!

Desse instante em diante, Zacarias voltou a falar.

Todos ficaram alegres e foi um barulhão enorme. Eram vivas para todos os lados.

Lá estava o velho Zacarias, olhando, orgulhoso, o filhinho lindo que tinha…

Foi então que inventaram as bombinhas de fazer barulho, tão apreciadas pelas crianças, durante os festejos juninos.


(RUIZ, Corina Maria Peixoto. Didática do folclore)

A LENDA DO RIO AMAZONAS.


Conta a lenda que a Lua vestia-se de prata e o Sol de ouro, sendo eles donos da noite e do dia, respectivamente.
Apesar do amor ardente entre ambos, o mundo acabaria se os dois se unissem em casamento, pois o Sol queimaria a terra e, nem mesmo o choro triste da Lua apagaria suas chamas. Mesmo apaixonados um pelo outro eles se separaram, obviamente tristes.
A Lua não poderia se casar com o Sol porque também amava a Terra e não queria vê-la arder, pois sabia que nem chorando dilúvios de lágrimas conseguiria apagar o fogo do Sol.
Desesperada, a Lua preferiu salvar o mundo e separou-se do amado astro-rei, chorando de saudades durante todo um dia e toda uma noite. Suas lágrimas escorreram pelos morros sem fim até chegar ao Oceano Atlântico, mas este embraveceu-se ao receber tanta água, não permitindo que elas se misturassem com as dele.
Algo inusitado então aconteceu, tão estranho quanto fenomenal: as lágrimas da Lua escavaram um imenso vale entre serras que se levantaram entre os planaltos Central e das Guianas, barrado pela Cordilheira dos Andes, fazendo aparecer um imenso rio que mais tarde se chamou Amazonas.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Filé ao Molho Mostarda


Ingredientes:

600 gramas de filé mignon
2 colheres (de sopa) de manteiga
Sal a gosto
Pimenta-do-reino a gosto
1/2 xícara (de chá) de conhaque
1 tablete de caldo de carne
2 colheres (de sopa) de mostarda
1/2 lata de creme de leite
1 colher de salsa picada

Modo de preparo:

Frite os filés na manteiga. Depois de fritos tempere-os com sal e pimenta. Leve-os ao fogo alto, regue-os com o conhaque, incline a frigideira e deixe até que o conhaque incendeie.
Passe os filés para uma travessa. Junte o tablete de carne dissolvido em 1/2 xícara de água fervente à gordura que ficou na frigideira, e leve-a ao fogo bem forte para ferver. Junte a mostarda, mexa bem, desligue o fogo, acrescente o creme de leite e a salsa picada misturando bem.
Despeje este molho sobre os filés e sirva a seguir.

Espetinhos de Carne Moída


Ingredientes:

500 gramas de carne de boi moída
1 ovo batido
1/2 xícara de farinha de rosca
2 colheres (de sopa) de cebola bem picadinha
2 colheres (de sopa) de leite
1 colher (de chá) de orégano
Sal a gosto
Cebola cortada em fatias
2 colheres (de sopa) de suco de limão
Pimentão vermelho cortado em pedaços

Modo de preparo:

Em uma vasilha, misture bem a carne, o ovo, a farinha de rosca, a cebola picada, o leite, o orégano e o sal. Forme bolinhos com as mãos. Monte os espetos alternando os bolinhos com as fatias de cebola e os pedaços de pimentão. Grelhe na churrasqueira ou na chapa por 35 minutos, ou até ficarem dourados. Respingue com o suco de limão.

Dicas:

Coloque os espetinhos em travessa previamente preparada com repolho cru cortado bem fininho e gomos de limão. Sirva a seguir.